História da Astrologia no Brasil

1920 – 1939

Em 1925, quando Urano encontrava-se novamente em Peixes, como ocorrera na época da chegada do Mestre João, piloto e astrólogo da expedição de Cabral, chega ao país Emma Costet de Mascheville. Emma une-se com Albert Raymond Costet de Mascheville, violinista e astrólogo, iniciado no saber dos astros por Henri Selva.

Com a publicação do livro La theorie des determinations Astrologiques de Morin de Villefranche, Selva possibilitou a redescoberta da astrologia clássica na França. Assim, a cadeia de transmissão da tradição astrológica, que passa por Morin, se reaviva com Selva e chega ao Brasil através do casal Mascheville. Albert, que em companhia de Roso de Luna, Papus, Sédir, Saint Yves D’Alvreyde e Péladan, trabalhou pela reconstrução da Rosa Cruz na França e tornou-se o difusor da Ordem Martinista na América do Sul.

Emma, na infância, conviveu com seus tios, Henry Edencoven e Ida Hoffman, na primeira comunidade naturista e espiritualista fundada por eles em Ascona, às margens do Lago Maggiore, na Suíça italiana. Ali estiveram Fidus, Rodin, Rilke, Isadora Duncan, Trotsky. Aos 15 anos Emma é levada pela primeira vez ao teatro em Munique por Hermann Hesse, que junto com seu pai e o Conde Bernadotte atuavam na assistência aos foragidos de guerra. No início da década de 30 Emma Costet de Macheville radica-se definitivamente em Porto Alegre, onde inicia um dos mais fecundos e criativos trabalhos na Astrologia, formando uma grande quantidade de profissionais e pesquisadores de alta qualidade, todos moldados na mesma forma humanista e libertária em que cresceu.

A década de 30 traz consigo a descoberta de Plutão, no signo de Câncer, remetendo os astrólogos da época, ao desafio de desenvolver elementos interpretativos e preditivos do novo planeta. A Astrologia no Brasil continua a ser uma atividade de pesquisadores e profissionais isolados.

Nesta época, Danton Pereira de Souza inicia seus estudos de Astrologia e dedica-se ao trabalho astrológico que o leva mais tarde (1958), a freqüentar o Centro Internacional de Astrologia em Paris, travando conhecimento com grandes nomes da Astrologia Francesa: André Barbault, Volguine e Jean Hieroz. Foi um dos primeiros membros da Associação Brasileira de Astrologia. Até sua morte, Danton publicou trabalhos na área de Astrologia Mundial.

Ullo Getzel, abandona a Alemanha em 1935, quando começavam as perseguições religiosas e políticas do nazismo e é trazido ao Brasil pelo pai de Emma. Inicia suas atividades espirituais na Sociedade Rosa Cruz da Tijuca. No início da década de 40, juntamente com Demetrio de Toledo e outros, funda na redação do jornal A Folha Carioca, na Rua da Constituição, a Sociedade Astrológica Brasileira. Ullo Getzel ministrava cursos de Astrologia e aconselhamento astrológico. Entre outras obras, publica Horas Planetárias, e um compendio de Astrologia em dois volumes. Seus horóscopos tinham como título Mapa Estelar da Vida.

Também no Rio, durante os anos 30, trabalhavam os astrólogos Batista de Oliveira e Botelho de Abreu.

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