Na horta com D.Emy…

Por Jane Leipnitz Abad
(aluna)

Conhecer a D. Emy foi um divisor de águas na minha vida e de mais meio mundo. Isso porque conhecer uma pessoa com tanta sabedoria, que usava palavras simples, mas sem perder a profundidade, e exemplos que podíamos observar no dia a dia, foi uma oportunidade de mudar completamente meu modo de ver a vida.
Recontar as histórias e lições de nossa querida professora é uma tentativa de manter acesa a chama de sua maestria e multiplicar suas sementes pelo mundo, de modo que nunca desapareçam. Então lá vou eu.
No vocabulário de D. Emy, as palavras “negativo” e “positivo”, eram usadas com o sentido de “passivo” e “ativo”, respectivamente. Ela falava sobre usar a responsabilidade pessoal de colocar uma energia em ação, assim como de não agir.
Um dia, trabalhando na horta com ela, o que havíamos semeado há algum tempo estava brotando. Ela se alegrou muito e essa alegria ficava visível. Ela disse: “Estamos presenciando o desabrochar da Força da Vida. Isso é algo que nada pode parar, a Vida sempre responde aos nossos atos. O que podemos fazer é escolher o que vamos plantar. E se quisermos colher algo, temos que cuidar de cada detalhe e teremos um bom resultado, provavelmente”.
Não podemos ver, mas podemos imaginar a semente se rompendo para dar espaço a outro tipo de vida. Assim é quando nascemos para esta vida. Há o tempo da ação, o tempo da pausa e da espera passiva e o tempo de rompermos ativamente uma barreira para chegar e outra para voltarmos para casa. Surgimos na vida agindo e esperando, modificando sempre o ambiente ao nosso redor.

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