O Crescer da Vida

Emma de Mascheville

   Comparem o Universo a uma usina de eletricidade. Ela fornece para a sua casa luz e força? Geralmente me respondem: Sim! Eu respondo: não! A usina somente fornece dois fios das duas correntes. a luz e a força dependem da minha instalação!

   Não é o Universo ou a fonte de vida a origem dos meus curto-circuitos e tempestades, como na Antiguidade pensaram. Não há erros, culpas, desgraças, nem doenças ocasionadas pelas forças externas, somente pela minha ignorância de como instalar a luz.

   É a vida com suas tempestades e curto-circuitos, que me faz crescer e aprender a chegar:

  • da fúria ao amor;
  • da ignorância à sabedoria;
  • da agitação ao equilíbrio;
  • da sombra à luz,

   A Astrologia, nesta nova forma de explicar o funcionamento dinâmico da bipolaridade em nós, facilita a eliminação de nossa ignorância a respeito de nós mesmos.

   Divido a humanidade em quatro estados:

   O primeiro é o que recebe a energia em forma de duas correntes completamente afastadas uma da outra. Ele anda na escuridão, e à medida que os dois polos aproximam-se, cada vez mais encontrará choques, mas no fim da vida ele conseguirá transformar-se.

   Chamamos este estado de INCONSCIENTE. Sendo o consciente e o subconsciente completamente divididos, esse ser humano  só encontra a compreensão da sua vida na última respiração.

   O segundo é aquele que recebeu as duas correntes tão próximas, que está sempre em curto-circuito. Quando seu consciente quer algo, seu subconsciente solicita o contrário. Mas este poderá aprender mais rápido, pois terá a todo momento lições de vida. A este nós chamamos INQUIETO.

   Ao terceiro, chamamos DESPERTO, porque ao ligar-se a luz, a instalação já estava feita. Sua luta é para saber manter e respeitar as leis da eletricidade.

   Por último, o ILUMINADO. Como exemplo podemos mencionar o nascimento de Jesus. À meia-noite o Sol iluminou o subconsciente e a estrela (cometa ou conjunçaõ de planetas). O consciente, dando-lhe a consciência da energia cósmica. Nele não havia sombra. Ele era a encarnação da fonte criadora sem divisão.

   Este é o valor da Astrologia.

   Ensina-nos a fazer uso das energias cósmicas bipolares em nós e em todo o Universo.

  Mostra-nos que não adianta previsão, nem aviso, nem profecia, se cada ser não se conscientizar de si mesmo.

  Tomem o exemplo da planta: o ser humano é uma semente cósmica, sua primeira respiração é a sua semedura. Esta semente tem de dar um fruto, mas o erro é querer saber do fruto antes de saber que espécie de semente ela é. Para dar este fruto a semente tem de ser lançada à terra fria; tem de bipartir-se para poder liberar a energia e a força nela existente. Depois germina e aparentemente apodrece (1) para realizar a assimilação (2), e em seguida crescer, florescer, amadurece (3) e enfim dar o fruto (4).

   Mas sem passar pelo estado 1, aparentemente apodrecendo e estragando, sem passar pelo estado 3, com toda sua amargura e acidez, nunca chegará à doçura do estado 4.

   Há dois estudos a fazer:

1 – A vida no ser humano.

2 – O ser humano na vida.

   Na Psicologia, começamos geralmente pelo (2), pela observação do ser humano na vida, segundo a sua manifestação e assimilação. Na Astrologia, começamos o estudo pelo (1), a vida no ser humano, a semente da energia cósmica nele e o fruto que poderá dar.

  Compreendemos então que todos os eventos bipartidos, azedos e amargos, fazem parte desse crescimento, e que pelo conhecimento podemos eliminar e amenizar a dor do crescer.

  O ser humano é o mecanismo cósmico que faz um instante cósmico não se desvanecer, eternizano-se, girando, irradiando nova luz.

  E então compreendemos plenamente o Apóstolo Paulo, quando afirma na Carta aos Colossenenses (Cap.I, ver.16):

“Tudo foi criado por Ele, para Ele”.

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